ORIGEM E DESENVOLVIMENTO NO ESTADO DE SÃO PAULO  – Em 1947, decorridos 35 anos da presença missionária no Rio Grande do Sul, a então Sociedade Missionária Sul-Riograndense vê um de seus representantes, o saudoso missionário Alfredo Winderlich, deslocar-se, a convite, para conferências na Igreja Zoar (Batista Alemã) em São Paulo – Capital. Dessa visita resultou o convite de um grupo de irmãos ao missionário Alfredo, para que este se mudasse da cidade de Santa Cruz do Sul (RS), onde residia, para São Paulo. Até essa época não havia nenhuma Igreja de nossa Missão no Estado de São Paulo.

FASE PIONEIRA  – A chegada do casal Elisabeth e Alfredo Winderlich à Capital de São Paulo deu-se em 22 de outubro de 1948. A organização da Igreja Batista Filadélfia, em São Paulo/Capital, com cerca de 40 membros, aconteceu no dia 10 de maio de 1949, sendo eleito presidente o irmão Guilherme Burger. A partir do ano 1950, a presença missionária no Estado de São Paulo foi ampliada, com a chegada dos casais Stina e Olof (Olavo) Berg a Jundiaí e Gertrud e John Waldemar Sjöberg à cidade de Sorocaba.

O ano de 1961 é o da organização das Igrejas de Sorocaba e de Jundiaí. (As Igrejas de São Paulo/Capital, Sorocaba e Jundiaí são, portanto, de fundação anterior à organização da CIBI, em 1952).

Em 1953, transfere-se para Jundiaí a missionária Esther Danielsson. Em Jundiaí, ainda, teve lugar em 1967 a consagração do primeiro pastor brasileiro no Estado, o então seminarista Paulo Mendes, que assumiu nesse tempo o pastorado local, tendo como coadjuvante a missionária Esther Danielsson, em substituição ao missionário Olavo Berg. Desse período, devem ser mencionados nomes de missionários que tiveram atuação na fase pioneira de algumas igrejas no Estado de São Paulo, a saber: o Missionários Noemi e Nils P. Skare (Campinas) o Missionários Elli e Oliver Larsson (Santos) o Missionários Ulla-Britt e Rune Söderberg (São Paulo/Capital e Santos) o Missignários Stig Ekström (Santos e Campinas).

CAMPINAS – 1953 – Princesa do Oeste paulistano, é uma cidade em pleno progresso com as suas grandes e importantes indústrias.
O trabalho do Senhor, pela Missão Batista Independente, data de Março do 1953, quando o missionário Nils Sköre, com sua família, chegou ali para dar início à obra. Os cultos foram iniciados no Bairro do Bom Fim, sendo no mesmo tempo abertos pontos de pregação, em vários lugares da cidade
O Senhor aprovou e abençoou a obra. Muitas pessoas se entregaram a Cristo. Os servos de Deus sofreram até perseguições, pelo seu trabalho. Mas sem lutas não há vitórias. O Senhor, todavia, zelava por eles e pela sua obra recém iniciada.
BATISMO E ORGANIZAÇÃO DA IGREJA – A 24 de janeiro de 1954, na lagoa Taquaral, foram batizados os primeiros cinco crentes. Logo após o batismo, juntamente com a família Sköre e mais dois irmãos, foi organizada a Igreja Ba­tista Filadélfia, recebendo assim o estado de São Paulo a quar­ta Igreja da Convenção Batista lndependente.
DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO – Tudo o que tem vida cresce. Embora enfrentando grandes lutas e dificuldades, a Igreja cresceu consideravelmente. Grupo após grupo de crentes eram batizados e sobre o campo sopraram os ventos do avivamento. Vários foram, também, batizados no Espíri­to Santo. Deus estava presente na sua Igreja.

A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

Com o desenvolvimento do trabalho fez-se também sentir a necessidade de uma sede própria. Em 1955 foi adquirido um terreno na rua Erasmo Braga, esquina Arnaldo de Carvalho, sendo, inicia1mente, construido nos fundos, um salão que serviu durante dois anos. En­tretanto, a necessidade de um templo maior era premente no mês de julho de 1957, deu-se inicio à nova construção. Sete me­ses depois, vencidas todas as dificuldades, a Igreja podia inau­gurar a sua nova Casa de Oração, no dia 23 de fevereiro de 1958. O valor da construção, na época, foi de mais de Cr$ 630.000,00, sendo possível, para a Igreja, o pagamento total.
OS OBREIROS DA IGREJA – Desde sua organiza­ção, até março de 1960, serviu como pastor da Igreja, o Rev. Nils Sköre, quando, então, assumiu o pastorado, o Rev. Stig Ekstrõm. Como pastor auxiliar, serve o irmão Aparecido A. Maglio desde agosto de 1960. Da Igreja sairam, como obreiros, .além do irmão Apparecido. o evangelista Gilberto Estevão, sendo que ambos passaram pelo Instituto Bíblico de Rio Grande-RS.
OUTRAS ATIVIDADES

Desde o começo, a Igreja vem mantendo um bom trabalho entre as crianças e a Mocidade. Na Escola Dominical o ensino é ministrado por um bom grupo de professores a um bom número de alunos. A União de Senhoras, serve a Deus com os seus traba­lhos, cuja renda é revertida em benefício da obra social, auxi­liando as famílias pobres e necessitadas.
A vida musical, na Igreja, é ativa. A orquestra conta com bom número de membros, estando em organização uma banda de sopro. O trabalho de evangelização, por meio de literatura, constitui-se num setor forte da igreja, tendo sido distribuídas, cada ano, centenas de Bíblias e jornais.
A Igreja já recebeu 134 pessoas por batismo, 14 por carta e 38 por testemunho. Vários sairam, por diversos motivos, sendo que o rol de membros, em 31 de dezembro de 1960, era de 111.
Ao terminar estas notas, sente o pastor da Igreja, jun­tamente com o seu rebanho, o desejo de exclamar: “Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres”. En­frentamos o futuro desconhecido, confiando inteiramente nAquele que prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

SÃO PAULO – 1949 – A maior metrópole do Brasil e o maior parque industrial da América do Sul, é também, sem embargo, o mais intensivo centro de atividades culturais e religiosas da Nação. Ao lado do progresso cultural e técnico, cresce, tam­bém, sob a mão de Deus, a obra do evangelismo.

FUNDAÇÃO DA IGREJA BATISTA FILADÉLFIA

A 10 de novembro de 1949, fundava-se, na capital bandeirante, a primeira igreja da Missão e da Convenção Batista Independente. Seu primeiro pastor foi o Rev. Alfredo Winderlich que, dedicada e esforçadamente, conseguiu com que a Igreja pudesse adquirir, já nos primeiros anos dc trabalho, uma boa proprie­dade, onde instalou a sua sede, num progressivo bairro da zona Leste da cidade.

A OBRA DE EVANGELIZAÇÃO

Passados os primeiros anos de consolidação do trabalho, sempre conservado, sustentado e enriquecido pelo fiel Senhor da Seara, a pequena Igreja sentia, cada vez mais, a profundidade de sua pene­tração, ao mesmo tempo que recebia, do Senhor Jesus, visão e graça para expansão do seu campo missionário. Foi assim que viu enriqueci­do o seu patrimônio, com a construção de uma confortá­vel Casa Pastoral e a aquisi­ção de uma nova propriedade onde mantém um de seus pontos de pregação.
Um dos aspectos mais animadores do trabalho, é a Escola Dominical, pela qual a Igreja reune para mais de cento ­e cinqüenta alunos, na sede e nos pontos de pregação.
A Juventude da Igreja participa, ativamente, do trabalho, sendo muitos deles já salvos e batizados.
A União de Senhoras, mantém um serviço permanente dc assistência social, com distribuição de roupas e gêneros alimentícios aos pobres e necessitados, tanto da Igreja como de fora dela.
É pastor da Igreja, desde longo tempo, o Rev. Pedro Mendes. Muito mais de uma centena de igrejas evangélicas desenvolvem suas atividades, tornando-se dêsse modo a capital bandeirante centro estratégico para a obra de evangelização.

SOROCABA – 1950 – Em meados de junho de 1950, chegavam à cidade de Sorocaba, o Rcv. John W. Sjöberg e sua família, com o objeti­vo de iniciarem, naquela cidade, um trabalho Batista Indepen­dente.
O comêço foi uma Escola Dominical, sendo que a pri­meira realizada contou com oito crianças da vizinhança, além dos filhos dos missionários. Com a realização de cultos, o tra­balho foi crescendo, até que, em 21 de janeiro de 1951, foi orga­nizada a Igreja, com a presença dos Revs. Alfredo Winderlick e Olavo Berg, sendo eleito seu primeiro pastor, o Rev. J. Sjöberg.
Os anos de 1952 e 1953, foram de grande prosperidade, sendo batizados muitos novos irmãos, estendendo-se o traba­lho de evangelização a vários lugares, cumprindo assim, a Igre­ja, a sua gloriosa missão.
Em outubro de 1953, foi consagrado como ancião da Igreja, o irmão Agripino Alves da Rocha.
CONSTRUÇÃO DO TEMPLO – Assumindo o pasto­rado da Igreja, em maio de 1954, o Rev. Ragnberth Wilnerzon iniciou logo um movimento para a aquisição de um terreno na rua Sergipe onde, apesar das grandes dificuldades surgidas, foi possível construir uma Casa de Oração, a qual foi consagrada ao serviço do Senhor, no dia 5 de agôsto de 1956.
NOVO PASTOR – Com a viagem do missionário Ragnberth Wilnerzon, para a Suécia, assumiu o pastorado o Reverendo Pedro Falcão, no dia 9 de janeiro de 1959.
A OBRA DE EVANGELIZAÇÃO – Nesse tempo, (1961) a Igreja tem recebido um novo impulso do Senhor, achando-se em grande atividade evangelística, com trabalhos estabelecidos em Tatuí e Santo Anastácio. Igualmente, a Esco­la Dominical, sob a orientação do superintendente, irmão Agri­pino A. Rocha, experimenta um franco Progresso.
Entre os planos da Igreja para um futuro próximo, está o da construção de um lar para velhice desamparada.

JUNDIAÍ – 1950 – A capital da terra da. uva, é uma cidade bela, limpa, industrial e próspera. Foi no ano de 1950, com a chegada, ali, do casal Sti­na e Olavo Berg que teve início o trabalho. Com a inauguração, em 1951, de um salão central, o trabalho recebeu novo impulso, principalmente entre a mocidade. Com a mudança do casal Berg pa­ra São Paulo, em 1952, veio substitui-los a missionaria Ester Danielsson, mais tarde auxiliada pelos irmãos Elly e Oliver Larsson. Também serviu como pastor da Igreja, durante algum tempo, o Rev. Nils Sköre.
No dia 16 de janeiro de 1954, organizou-se a Igreja Batista Filadélfia, de Jundiai, com 16 membros.
Em 7 de abril de 1957, foi consagrado ao ministério, assumindo o pastorado da Igreja, o Rev. Paulo Mendes e a 15 dc junho de 1958, a Igreja, com grande júbilo, inaugurava o seu novo Templo. Era mais uma grande vitória, para a pequena Igreja, ali. Por aquêle mesmo tempo, chegava da Suécia de vol­ta, a missionária Ester Danielsson, continuando o seu trabalho junto à Igreja. Com a mudança da família Mendes, para Santa Maria-RS, assumiu o pastorado o Rev. Stig Ekström.
Ano após ano tem o Senhor acrescentado novos mem­bros à Igreja. Em janeiro de 1961 o número de membros era de 72.

SANTOS – 1958 – A bela cidade do litoral paulista, é o maior porto marítimo do Brasil. Ali chegou, em 1958, a famí­lia John Sjóberg, com o propó­sito de iniciar um trabalho da nossa missão. No dia 8 de julho do mesmo ano foi inaugurado, à Av. Pinheiro Machado, um salão de cultos. Almas foram ganhas para Cristo e no dia 16 de janeiro do ano seguinte, desceu às águas do batismo, o primeiro grupo de salvos. A Igreja foi organi­zada no mesmo dia, com 9 membros.
Com a mudança, para Porto Alegre-RS, da família Sjöberg, em outubro de 1959, foi substitui-los, em Santos, o casal missionário Margit e Stig Ekstróm, ali permanecendo até 21 de abril de 1960, quando então chegou da Suécia, assumindo o pastorado da Igreja, o Rev. Oliver Larsson, que juntamente com sua esposa, D. Elly, estão fazendo um trabalho esforçado em prol da Causa do Senhor, naquela cidade.
Últimamente, com a aquisição de uma propriedade pe­la Sociedade Missionária, para residência e sede do trabalho, a igreja tem recobrado animo, sendo que em fevereiro de 1961, possuia 18 membros.

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